Impacto Marketing JurídicoConteúdo que gera demanda
Para advogado trabalhista

Seu conteúdo tem like de colega e agenda vazia.

Você posta três vezes por semana. Explica artigo, faz card de data comemorativa, escreve algo motivacional na segunda de manhã. Os likes chegam. Os comentários chegam. Quase todos de advogado.

E o telefone não toca. Ou toca com causa pequena, aquela que dá mais trabalho do que resultado.

O problema não é a quantidade. É que existe conteúdo que educa e existe conteúdo que ativa, e quase ninguém ensina a diferença. Este guia é sobre a segunda parte.

7 estruturas Esqueleto pronto Calendário de 30 dias Raio-X do seu post
01 · O diagnóstico

Educar e ativar não são a mesma coisa

Pensa numa farmácia. A prateleira de vitamina e a prateleira de analgésico vendem de formas diferentes. Vitamina a pessoa compra quando lembra, quando sobra dinheiro, quando resolve se cuidar. Analgésico ela compra às onze da noite, de chinelo, porque a dor não deixa dormir.

Conteúdo que explica a lei é vitamina. É bom, é correto, é generoso. Só que ninguém sai da cama por causa dele.

Conteúdo que ativa demanda funciona como analgésico: ele encontra a pessoa no dia em que ela está com o problema e dá nome ao que ela está sentindo.

A conta que não fecha

Você explica o artigo 483 da CLT. Quem entende o que é o artigo 483 já é advogado. O trabalhador que vive exatamente essa situação não sabe que ela tem nome, não sabe procurar por ela, e passa direto pelo seu post.

A pergunta que separa tudo

Antes de publicar, leia o que escreveu e responda: quem lê isso e se reconhece? Se a resposta for "outro advogado", você fez conteúdo para colega. Se a resposta for "o cara que foi rebaixado de função e está aguentando calado há oito meses", você fez conteúdo que ativa.

Não é sobre postar mais. É sobre falar com quem tem o problema, no lugar onde ele está. E ele não está procurando advogado. Ele está no Instagram para se distrair, e passa por você por acaso. Seu conteúdo tem dois segundos para ele se reconhecer.

02 · O anti-manual

Os três conteúdos que só dão like

Não são errados. São incompletos. O problema é quando eles ocupam todo o calendário.

1. Aula de lei

"O artigo 477 da CLT estabelece que...". Quem lê isso e entende já sabia. Quem precisa não entende. Você gastou um post para falar com quem não vai te contratar.

Como consertar: troque o artigo pela cena. Em vez de citar o dispositivo, descreva o que aconteceu com a pessoa e só depois, se precisar, diga que aquilo tem previsão legal.

2. Data comemorativa

Dia do trabalhador, dia do advogado, festa junina. Esse conteúdo não tem alvo. Ninguém acorda com problema de dia comemorativo.

Como consertar: se for postar, amarre numa dor real. No dia do trabalhador, o conteúdo pode ser sobre o que a pessoa aguenta calada porque acha que é normal.

3. Motivacional

"Segunda-feira é dia de recomeçar." Frase bonita, público zero. Gera like de quem já te conhece e nada de quem precisa de você.

Como consertar: troque a frase de efeito por uma observação de campo. O que você viu essa semana no escritório que a pessoa comum não imagina.

Nem tudo precisa ser caso

Bastidor e posicionamento também não são conteúdo de caso, e estão nas sete estruturas mais à frente. A diferença é que os dois constroem confiança em quem já te acompanha, enquanto os três de cima não constroem nada. Um calendário saudável tem os dois tipos, com peso maior no que ativa.

03 · A regra

Parte do caso, nunca da lei

Toda estrutura deste guia obedece a mesma regra. Você não começa pelo que a lei diz. Você começa pelo que aconteceu com alguém.

Parte da lei"A rescisão indireta está prevista no artigo 483 da CLT e ocorre quando o empregador comete falta grave." Quem se reconhece nisso? Ninguém que não seja da área.
Parte do caso"Seu salário atrasa todo mês. Você já falou, prometeram e não mudou. Você acha que só resta pedir demissão e sair sem nada. Não é bem assim." Aqui o cara para de rolar a tela.

As três travas que valem para tudo aqui

O que é caso relevante

Rescisão indireta, assédio moral, doença ocupacional, acúmulo de função sem pagamento, hora extra que nunca entra no cartão. São situações que a pessoa vive há meses, que doem todo dia e que ela não sabe que têm nome. É por aí que o conteúdo entra. A causa pequena chega sozinha, sem você precisar chamar.

04 · Estrutura 1

Sinal de caso: "isso tem nome"

A mais direta das sete, e a que mais gera contato. Você descreve uma situação específica e informa que aquilo não é normal, é uma situação com nome jurídico.

Esqueleto
1. A CENA (1 frase)
   Descreva a situação exata, do jeito que a pessoa vive. Sem termo técnico.

2. O QUE ELA ACHA (1 frase)
   A crença errada que faz ela não procurar ninguém.
   Quase sempre: "é assim mesmo", "não posso fazer nada", "vou sair sem nada".

3. A VIRADA (1 frase)
   Isso tem nome. Diga o nome agora, e só agora.

4. O QUE MUDA (1 a 2 frases)
   O que existe de possibilidade, sem prometer resultado.

5. O CONVITE (1 frase)
   Uma ação simples. Nada de "me chama urgente".

Seu salário atrasa todo mês. Você já reclamou, prometeram ajeitar, e continua a mesma coisa.

Você acha que a única saída é pedir demissão e sair sem nada.

Isso tem nome: rescisão indireta.

É quando o erro é da empresa, e mesmo assim você sai com os direitos de quem foi demitido sem justa causa.

Se é o seu caso, vale entender a sua situação antes de pedir as contas.

Por que funciona

A pessoa passa meses achando que a situação dela é azar. No segundo em que ela descobre que aquilo tem nome, ela sai do conformismo. Dar nome é o serviço.

O erro de quem tenta

Começar pelo nome. "Você sabe o que é rescisão indireta?" já perdeu. Ninguém procura o que não sabe que existe. O nome vem no passo 3, nunca no passo 1.

05 · Estrutura 2

História de caso: o padrão, nunca o número

Você conta uma situação real que passou pelo escritório, sem identificar ninguém e sem falar de resultado. O que a pessoa precisa ver é que alguém igual a ela já esteve ali.

Esqueleto
1. QUEM (sem identificar)
   Função e tempo de casa bastam. "Um auxiliar de produção, seis anos na
   mesma empresa."

2. O QUE ELE AGUENTAVA
   A situação concreta, com detalhe do cotidiano.

3. POR QUE ELE NÃO PROCUROU ANTES
   Aqui mora a identificação. Medo, vergonha, "não vai dar em nada".

4. O QUE MUDOU QUANDO ELE PROCUROU
   O padrão do que acontece, sem valor e sem promessa.

5. A PONTE PARA QUEM LÊ
   "Se você está nessa situação hoje..."

PROIBIDO: nome, empresa, cidade, print, valor, tempo de processo.

Um auxiliar de produção, seis anos na mesma empresa.

Foi tirado da função dele e passou a fazer serviço de duas pessoas, com o mesmo salário. Reclamou uma vez. Ouviu que se não estivesse satisfeito era só procurar outro lugar. Ficou quieto por mais um ano.

Ele não procurou antes porque achava que ia ficar marcado no mercado. É o medo mais comum que aparece aqui.

Quando procurou, descobriu que a situação dele tinha nome, e que não era ele quem estava errado.

Se você está fazendo o serviço de duas pessoas e ninguém quer conversar sobre isso, vale entender a sua situação.

A tentação que estraga tudo

Colocar o valor no fim. "E ele recebeu X mil reais." Esse número transforma o seu conteúdo em anúncio de prêmio, atrai quem quer bilhete premiado e não quem tem problema. Além disso, esbarra nas normas de publicidade da profissão. O padrão vende. O número queima.

06 · Estrutura 3

Mito e verdade: desmontar a crença que trava

Todo trabalhador carrega frases que aprendeu no corredor da empresa. A maioria está errada, e é exatamente por causa delas que ele não procura ninguém.

Esqueleto
1. O MITO, NA BOCA DELE
   A frase exata que se ouve por aí. Entre aspas.

2. DE ONDE VEM
   Por que quase todo mundo acredita nisso. Sem debochar de quem acredita.

3. O QUE É DE VERDADE
   Direto, sem "depende". Se depender, diga de que depende.

4. O QUE ISSO MUDA NA PRÁTICA
   O que a pessoa pode fazer sabendo disso.

5. FECHO CURTO
   Uma frase. Sem sermão.

"Se eu processar a empresa, fico marcado e não arrumo emprego em lugar nenhum."

Essa é a frase que mais segura gente boa. Ela circula em todo vestiário e todo grupo de mensagem de trabalho.

Não existe lista pública de quem processou. Não é assim que funciona.

Quem deixa de buscar o que é seu por causa dessa história costuma perder prazo, e aí sim perde de verdade.

Medo é compreensível. Mas medo não devolve o que ficou para trás.

Escolha mitos que travam, não curiosidades

"Você sabia que férias podem ser divididas em três?" é curiosidade. "Se eu processar fico marcado" é trava. A primeira gera comentário, a segunda gera contato.

07 · Estrutura 4

Checklist: a pessoa se conta nos dedos

Formato que mais salva e compartilha, porque a pessoa lê marcando mentalmente cada item. Quando ela marca três, ela para e te procura.

Esqueleto
1. TÍTULO COM NÚMERO E ALVO
   "5 sinais de que a sua rescisão veio errada"

2. OS ITENS (4 a 6, nunca mais)
   Cada item é uma situação concreta, escrita como a pessoa viveria.
   Nada de "verificar a correta aplicação do adicional". Escreva
   "você recebia por fora e isso não apareceu na conta".

3. O CORTE
   "Marcou dois ou mais? Não é coincidência."

4. O CONVITE
   Uma ação, uma só.

5 sinais de que a sua rescisão veio errada

1. Você fazia hora extra direto e o valor não apareceu na conta final.

2. Uma parte do salário era paga por fora e ninguém somou isso.

3. Você tirou férias em dois pedaços que ninguém combinou com você.

4. Você foi mandado embora doente, ou logo depois de voltar do afastamento.

5. Você assinou tudo no dia, sem tempo de ler, com pressa de quem entregou.

Marcou dois ou mais? Não é coincidência. Vale conferir antes que o prazo passe.

O detalhe que multiplica alcance

Checklist é o formato mais enviado de pessoa para pessoa. O trabalhador manda para o colega que está na mesma situação. Escreva pensando que quem lê vai encaminhar para alguém do trabalho.

08 · Estrutura 5

Pergunta real: responda em 40 segundos

Você já recebe perguntas. Na caixinha, no direct, no comentário, no grupo da família. Cada uma delas é um conteúdo pronto que alguém escreveu para você.

Esqueleto
1. A PERGUNTA, COM AS PALAVRAS DELA
   Não corrija o português nem traduza para juridiquês. A força está
   em outra pessoa se reconhecer na forma de perguntar.

2. A RESPOSTA CURTA (1 frase)
   Sim, não, ou depende. Responda de cara.

3. O PORQUÊ (2 a 3 frases)
   Agora sim o desenvolvimento.

4. A EXCEÇÃO
   O caso em que muda. Isso é o que separa você de quem só chuta.

5. FECHO
   "Se é o seu caso, vale olhar com calma."

"Fui mandado embora no dia seguinte que voltei do atestado. Isso pode?"

Depende de quando essa demissão aconteceu e do motivo do afastamento.

Existem situações em que o trabalhador não pode ser demitido por um período depois de voltar, e outras em que a empresa até pode, mas precisa provar que o motivo não foi a doença.

Se o afastamento teve relação com o trabalho, a conversa muda completamente.

Se é o seu caso, vale olhar os documentos antes de assinar qualquer coisa.

Guarde as perguntas

Abra um bloco de notas hoje e anote toda pergunta que chegar, com as palavras exatas de quem perguntou. Em duas semanas você tem calendário de conteúdo do mês inteiro, escrito pelo seu próprio público.

09 · Estrutura 6

Bastidor: mostrar que existe gente aí

Esse não gera contato direto, e mesmo assim precisa estar no calendário. Ele resolve outro problema: a desconfiança de quem nunca contratou advogado e não sabe como é.

Esqueleto
1. A CENA DO DIA
   Onde você está, o que está fazendo. Sem produção, sem pose.

2. O QUE A PESSOA COMUM NÃO IMAGINA
   O detalhe do trabalho que ninguém de fora sabe.

3. O QUE ISSO DIZ SOBRE O TRABALHO
   Sem discurso, sem "amo o que faço".

PROIBIDO: documento de cliente na tela, nome em pauta de audiência,
tela de sistema com dado visível.

Sete e meia da manhã, esperando abrir a sala de audiência.

O que ninguém imagina é que a maior parte do trabalho já aconteceu. O que decide o dia de hoje foi montado semanas atrás, documento por documento.

Audiência é a parte que aparece. O resto é o que sustenta.

Cuidado com o que entra no enquadramento

Foto de mesa com processo aberto, pauta com nome de parte, tela de sistema. É o jeito mais rápido de transformar conteúdo de bastidor em problema de sigilo. Fotografe o ambiente, não o material.

10 · Estrutura 7

Posicionamento: opinião com espinha

A estrutura que separa você do escritório da esquina. Aqui você diz o que pensa sobre algo do seu mundo, e aceita que uma parte das pessoas não vai concordar.

Quem fala para todo mundo não fica na cabeça de ninguém. Posicionamento é escolher de que lado você está e falar como quem está desse lado.

Esqueleto
1. A AFIRMAÇÃO
   Direta, sem "na minha humilde opinião". Uma frase.

2. O QUE VOCÊ VÊ QUE SUSTENTA
   O que acontece no seu dia que te fez pensar assim.

3. O QUE ISSO SIGNIFICA PARA QUEM LÊ
   Traduza a opinião em consequência prática.

4. FECHO CURTO
   Sem pedir desculpa pela opinião.

CUIDADO: opinião sobre situação, não ataque a pessoa, a empresa ou a
categoria. Espinha não é briga.

Acordo feito com pressa quase sempre é acordo ruim para quem está com pressa.

Toda semana aparece alguém que assinou tudo no mesmo dia, sem ler, porque o clima estava constrangedor e a pessoa queria sair dali.

Se te entregarem uma pilha de papel para assinar na hora, você pode pedir uma cópia e uma noite para pensar. Ninguém é obrigado a decidir sob pressão.

Assinar rápido não resolve o desconforto. Só antecipa o arrependimento.

O medo que trava essa estrutura

Muita gente não posta opinião com medo de perder cliente. Perde-se mais por ser igual a todo mundo do que por ter posição. Quem discorda não ia te contratar mesmo. Quem concorda passa a te reconhecer.

11 · A prática

Trinta dias, montados

Três publicações por semana, doze no mês. A proporção importa mais do que a ordem: metade do calendário puxa caso, o resto sustenta confiança.

SemanaPost 1Post 2Post 3
Semana 1 E1 Sinal de caso: rescisão indireta E5 Pergunta real da caixinha E6 Bastidor
Semana 2 E4 Checklist: sinais de rescisão errada E3 Mito e verdade: ficar marcado E2 História de caso
Semana 3 E1 Sinal de caso: acúmulo de função E5 Pergunta real E7 Posicionamento
Semana 4 E4 Checklist: sinais de assédio moral E2 História de caso E6 Bastidor
PUXAM CASO

7 de 12

E1, E2, E4 e E5. São os que fazem alguém se reconhecer e procurar você.

SUSTENTAM

3 de 12

E6 e E7. Constroem confiança em quem já te acompanha e ainda não decidiu.

A REGRA

1 tese por mês

Escolha uma situação e trabalhe ela o mês inteiro por ângulos diferentes. Repetição fixa, variedade dispersa.

Como usar sem virar tarefa impossível

Grave os quatro conteúdos de caso do mês no mesmo dia, um atrás do outro, com a mesma roupa. Bastidor você captura na semana, com o celular, sem produção. Pergunta real você responde quando chegar. O calendário só funciona se couber na sua rotina de verdade.

Antes de aumentar a frequência

Três por semana bem feitos valem mais do que sete apressados. Se você não está conseguindo três, faça dois. Constância vence volume, e volume sem constância não vence nada.

12 · Ferramenta

Raio-X do conteúdo

Cole a legenda do seu último post, marque o que se aplica, e veja se ele ativa demanda ou só educa. Nada é enviado para lugar nenhum, a análise acontece aqui na sua tela.

Como usar isso de verdade

Passe os seus últimos cinco posts por aqui. Se a maioria vier como "só educa", você não tem problema de constância, tem problema de estrutura. E estrutura se conserta em uma tarde.

13 · Fixação

Quiz final

Sete perguntas sobre decisões que aparecem na hora de escrever. Responda sem voltar.

Pergunta 1 de 7

14 · O próximo passo

Conteúdo bom faz o telefone tocar. Depois começa o trabalho.

Se você aplicar as sete estruturas, vai começar a aparecer gente que se reconheceu. E aí você descobre a segunda parte do problema: chega gente, e nem toda ela vira contrato.

Uns somem depois da primeira mensagem. Outros não são o caso que você quer. Outros são exatamente o caso certo, e se perdem no meio da conversa porque ninguém no escritório estava preparado para conduzir aquilo.

Posicionamento Para qual trabalhador você fala e qual situação você quer atrair, para parar de receber causa pequena.
Aquisição Levar o seu conteúdo para quem ainda não te segue, com custo por contato medido e não estimado.
Atendimento Quem recebe o contato preparado para conduzir a conversa, em vez de perder o caso na primeira dúvida.
Medição O caminho inteiro visível, do primeiro contato ao contrato assinado, para decidir com número.

A Impacto é uma assessoria de marketing jurídico. A gente monta essa estrutura junto com escritórios de advocacia, com processo definido e acompanhamento.

Quero estruturar a captação do meu escritório

Você conta o momento do escritório e a gente monta o cenário. Sem compromisso e sem enrolação.